Espiritismo

A proposta desse blog é estudar a Doutrina Espírita postando material pertinente e de estímulo e incentivo ao aprendizado. Quem quizer ajudar com sugestões ou material pode enviar para:doutrinaespirita@gmail.com

19.9.09

116 - NÃO SÓ

do livro VINHA DE LUZ
psicografado por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
pelo espírito EMMANUEL

“E peço isto: que a vossa caridade
abunde mais e mais em ciência e
em todo o conhecimento.”
- Paulo. (FILIPENSES, 1:9.)

 

A caridade é, invariavelmente, sublime nas menores manifestações, todavia, inúmeras pessoas muitas vezes procuram limitá-la, ocultando-lhe o espírito divino.

Muitos aprendizes crêem que praticá-la é apenas oferecer dádivas materiais aos necessitados de pão e teto.

Caridade, porém, representa muito mais que isso para os verdadeiros discípulos do Evangelho.

Em sua carta aos filipenses, oferece Paulo valiosa assertiva, com referência ao assunto.

Indispensável é que a caridade do cristão fiel abunde em conhecimento elevado.

Certo benfeitor distribuirá muito pão, mas se permanece deliberadamente nas sombras da ignorância, do sectarismo ou da auto-admiração não estará faltando com o dever de assistência caridosa a si mesmo?

Espalhar o bem não é somente transmitir facilidades de natureza material.

Muitas máquinas, nos tempos modernos, distribuem energia e poder, automaticamente.

Caridade essencial é intensificar o bem, sob todas as formas respeitáveis, sem olvidarmos o imperativo de auto-sublimação para que outros se renovem para a vida superior, compreendendo que é indispensável conjugar, no mesmo ritmo, os verbos dar e saber.

Muitos crentes preferem apenas dar e outros se circunscrevem simplesmente em saber; as atividades de todos os benfeitores dessa espécie são úteis, mas incompletas.

Ambas as classes podem sofrer presunção venenosa.

Bondade e conhecimento, pão e luz, amparo e iluminação, sentimento e consciência são arcos divinos que integram os círculos perfeitos da caridade.

Não só receber e dar, mas também ensinar e aprender.

criado por Sérgio de Souza    12:16 — Arquivado em: Mensagem

16.9.09

115 - ARMAI-VOS

do livro VINHA DE LUZ
psicografado por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
pelo espírito EMMANUEL

“Portanto tomai toda a armadura de
Deus, para que possais resistir no
dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.”
- Paulo. (EFÉSIOS, 6:13.)

 

O movimento da fé não proporciona consolações tão-somente.

Buscar-lhe as fontes sublimes para retirar apenas conforto, seria proceder à maneira das crianças que nada enxergam senão guloseimas.

É indispensável tomar as armaduras de Deus nas casas consagradas ao labor divino.

Ilógico aproximar-se o filho adulto da presença paterna com a exclusiva preocupação de receber carinho.

A mente juvenil necessita aceitar a educação construtiva que lhe é oferecida, revestindo-se de poderes benéficos, na ação incessante do bem, a fim de que os progenitores se sintam correspondidos na sua heróica dedicação.

A sede de ternura palpita em todos os seres, contudo, não se deve olvidar o trabalho que enrijece as energias comuns, a responsabilidade que define a posição justa e o esforço próprio que enobrece o caminho.

Em todos os templos do pensamento religioso elevado, o Pai está oferecendo armaduras aos seus filhos.

Os crentes, num impulso louvável, podem entregar-se naturalmente às melhores expansões afetivas, mas não se esqueçam de que o Senhor lhes oferece instrumentos espirituais para a fortaleza de que necessitam, dentro da luta redentora; somente de posse de semelhantes armaduras pode a alma resistir, nos maus dias da experiência terrestre, sustentando a serenidade própria, nos instantes dolorosos e guardando-se na couraça da firmeza de Deus.

criado por Sérgio de Souza    19:21 — Arquivado em: Mensagem

13.9.09

114 - O QUADRO-NEGRO

do livro VINHA DE LUZ
psicografado por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
pelo espírito EMMANUEL

“Mas tenho-vos dito isto, a fim de que,
quando chegar aquela hora,
vos lembreis de que já vo-lo tinha dito.”
- Jesus. (JOÃO, 16:4.)

 

Referia-se Jesus aos próprios testemunhos, entretanto, podemos igualmente aplicar-lhe os divinos conceitos a nós mesmos, desencarnados e encarnados.

Cada discípulo terá sua hora de revelações do aproveitamento individual.

As escolas primárias não dispensam o habitual quadro-negro, destinado às demonstrações isoladas do aluno.

À frente do professor consciencioso, o aprendiz mostrará quanto lucrou, sem os recursos do plágio afetuoso, entre companheiros.

Sobre a zona escura, o giz claro definirá, fielmente, a posição firme ou insegura do estudante.

E não será isto mesmo o que se repete na escola vasta do mundo?

O homem, nas lutas vulgares, poderá socorrer-se, indefinidamente, dos bons amigos.

O Pai permite semelhantes contactos para que as oportunidades de aprender se lhe tornem irrestritas; no entanto, lá vem “aquela hora” em que a criatura deve tomar o giz alvo e puro das realizações espirituais, colocando-se junto ao quadro-negro das provas edificantes.

Alguns aprendizes fracassam porque não sabem multiplicar os bens, nem dividi-los.

Ignoram como subtrair a luz das trevas, somam os conflitos e formam equações de ódio e vingança.

Esquecem-se de que Jesus salientou o amor, por máxima glória, em todas as situações do apostolado evangélico e que, mesmo na cruz, depois de receber os fatores da injúria, da perseguição, da ironia e do desprezo, somou-os na tábua do coração, extraindo a divina equação de serenidade, entendimento e perdão.

Oh! vós, que ides ao quadro-negro das atividades terrestres, abandonai o giz escuro da desesperação!

Escrevei em caracteres de luz o que aprendestes do Mestre Divino!

Revela o próprio valor!

Lembrai-vos que instrutores benevolentes e sábios vos inspiram as mãos!

Abençoai o quadro-negro que vos pede o giz de suor e lágrimas, porque junto dele podereis conquistar o curso maior!…

criado por Sérgio de Souza    11:44 — Arquivado em: Mensagem

7.9.09

113 - A FUGA

do livro VINHA DE LUZ
psicografado por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
pelo espírito EMMANUEL

“E orai para que a vossa fuga não
aconteça no inverno, nem no sábado.”
- Jesus. (MATEUS, 24:20.)

 

A permanência nos círculos mais baixos da natureza institui para a alma um segundo modo de ser, em que a viciação se faz obsidente e imperiosa.

Para que alguém se retire de semelhantes charcos do espírito é imprescindível que fuja.

Raramente, porém, a vítima conseguirá libertar-se, sem a disciplina de si mesma.

Muita vez, é preciso violentar o próprio coração.

Somente assim demandará novos planos.

Justo, pois, recorrer à imagem do Mestre, quando se reportou ao Planeta em geral, salientando as necessidades do indivíduo.

É conveniente a todo aprendiz a fuga proveitosa da região lodacenta da vida, enquanto não chega o “inverno” ou os derradeiros recursos de tempo, recebidos para o serviço humano.

Cada homem possui, com a existência, uma série de estações e uma relação de dias, estruturadas em precioso cálculo de probabilidades.

Razoável se torna que o trabalhador aproveite a primavera da mocidade, o verão das forças físicas e o outono da reflexão, para a grande viagem do inferior para o superior; entretanto, a maioria aguarda o inverno da velhice ou do sofrimento irremediável na Terra, quando o ensejo de trabalho está findo.

As possibilidades para determinada experiência jazem esgotadas. Não é o fim da vida, mas o termo de preciosa concessão.

E, naturalmente, o servidor descuidado, que deixou para sábado o trabalho que deveria executar na segunda-feira, será obrigado a recapitular a tarefa, sabe Deus quando!

criado por Sérgio de Souza    11:31 — Arquivado em: Mensagem

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