Espiritismo

A proposta desse blog é estudar a Doutrina Espírita postando material pertinente e de estímulo e incentivo ao aprendizado. Quem quizer ajudar com sugestões ou material pode enviar para:doutrinaespirita@gmail.com

28.6.09

97 - O VERBO É CRIADOR

do livro VINHA DE LUZ
psicografado por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
pelo espírito EMMANUEL

“Mas o que sai da boca procede do coração,
e isso contamina o homem.” - Jesus. (MATEUS, 15:18.)

 

O ensinamento do Mestre, sob o véu da letra, consubstancia profunda advertência.

Indispensável cuidar do coração, como fonte emissora do verbo, para que não percamos a harmonia necessária à própria felicidade.

O que sai do coração e da mente, pela boca, é força viva e palpitante, envolvendo a criatura para o bem ou para o mal, conforme a natureza da emissão.

Do íntimo dos tiranos, por esse processo, origina-se o movimento inicial da guerra, movimento destruidor que torna à fonte em que nasceu, lançando ruína e aniquilamento.

Da alma dos caluniadores, partem os venenos que atormentam espíritos generosos, mas que voltam a eles mesmos, escurecendo-lhes os horizontes mentais.

Do coração dos maus, dos perversos e dos inconscientes, surgem, através do poder verbalista, os primórdios das quedas, dos crimes e das injustiças; todavia, tais elementos perturbadores não se articulam debalde para os próprios autores, porque dia chegará em que colherão os frutos amargos da atividade infeliz a que deram impulso.

Assim também, a alegria semeada, por intermédio das palavras salutares e construtivas, cresce e dá os seus resultados.

O auxílio fraterno espalha benefícios infinitos, e o perfume do bem, ainda quando derramado sobre os ingratos, volta em ondas invisíveis a reconfortar a fronte que o emite.

O ato de bondade é invariável força benéfica, em derredor de quem o mobiliza.

Há imponderáveis energias edificantes, em torno daqueles que mantêm viva a chama dos bons pensamentos a iluminar o caminho alheio, por intermédio da conversação estimulante e sadia.

Os elementos psíquicos que exteriorizamos pela boca são potências atuantes em nosso nome, fatores ativos que agem sob nossa responsabilidade, em plano próximo ou remoto, de acordo com as nossas intenções mais secretas.

É imprescindível vigiar a boca, porque o verbo cria, insinua, inclina, modifica, renova ou destrói, por dilatação viva de nossa personalidade.

Em todos os dias e acontecimentos da vida, recordemos com o Divino Mestre de que a palavra procede do coração e, por isso mesmo, contamina o homem.

criado por Sérgio de Souza    10:22 — Arquivado em: Mensagem

27.6.09

96 - DIVERSIDADE

do livro VINHA DE LUZ
psicografado por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
pelo espírito EMMANUEL

“E há diversidade de operações, mas é
o mesmo Deus que opera tudo em todos.”
- Paulo. (I CORÍNTIOS, 12:6.)

 

Sem luz espiritual no caminho, reduz-se a experiência humana a complicado acervo de acontecimentos sem sentido.

Distantes da compreensão legítima, os corações fracos interpretam a vida por mera penitência expiatória, enquanto os cérebros fortes observam na luta planetária desordenada aventura.

A peregrinação terrena, todavia, é curso preparatório para a vida mais completa.

Cada espírito exercita-se no campo que lhe é próprio, dilatando a celeste herança de que é portador.

A Força Divina está operando em todas as inteligências e superintendendo todos os trabalhos.

É indispensável, portanto, guardarmos muito senso da obra evolutiva que preside aos fenômenos do Universo.

Não existem milagres de construção repentina no plano do espírito, como é impossível improvisar, de momento para outro, qualquer edificação de valor na zona da matéria.

O serviço de iluminação da mente, com a elevação dos sentimentos e raciocínios, demanda tempo, esforço, paciência e perseverança.

Daí, a multiplicidade de caracteres a se aprimorarem na oficina da vida humana, e, por isso mesmo, a organização de classes, padrões e esferas em número infinito, obedecendo aos superiores desígnios do Pai.

É necessário, pois, que os discípulos da Revelação Nova, com o Cristianismo redivivo, aprendam a valorizar a oportunidade do serviço de cada dia, sem inquietudes, sem aflições.

Todas as atividades terrestres, enquadradas no bem, procedem da orientação divina que aproveita cada um de nós outros, segundo a posição em que nos colocamos na ascensão espiritual.

Toda tarefa respeitável e edificante é de origem celeste.

Cada homem e cada mulher, pode funcionar em campos diferentes, no entanto, em circunstância alguma deveremos esquecer a indiscutível afirmação de Paulo, quando assevera que “há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos”.

criado por Sérgio de Souza    11:20 — Arquivado em: Mensagem

26.6.09

95 - PROCUREMOS

do livro VINHA DE LUZ
psicografado por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
pelo espírito EMMANUEL

“Antes, vindo ele a Roma, com muito cuidado
me procurou e me achou.” - Paulo. (II TIMÓTEO, 1:17.)

 

Todas as sentenças evangélicas permanecem assinaladas de beleza e sabedoria ocultas. Indispensável meditar, estabelecer comparações no silêncio e examinar experiências diárias para descobri-las.

Aquele gesto de Onesíforo, buscando o apóstolo dos gentios, com muito cuidado, na vida cosmopolita de Roma, representa ensinamento sobremaneira expressivo.

A anotação de Paulo designa ocorrência comum, entretanto o aprendiz aplicado ultrapassa a letra para recolher a lição.

Quantos amigos de Jesus e de seus seguidores diretos lhes aguardam a visita, ansiosos e impacientes?

Quantos se fixam, imóveis, nas atitudes inferiores, reclamando providências que não fizeram por merecer?

Há crentes presunçosos que procuram impor-se aos Desígnios Divinos, formulando exigências ao Céu, em espinhosas bases de ingratidão e atrevimento.

Outros se lamentam, amargurados, quais voluntariosas criancinhas, porque o Mestre não lhes satisfez os desejos absurdos e inconvenientes.

Raros os aprendizes que refletem nos serviços imensos do Cristo.

Estaria Jesus, vagueante e desocupado, na Vida Superior?

Respirariam seus colaboradores diretos, cristalizados na ociosidade beatífica?

Imprescindível é meditar na magnitude do trabalho e da responsabilidade dos obreiros divinos.

Lembremo-nos de que se Paulo era um prisioneiro aos olhos do mundo, era já, em si mesmo, uma luz viva e brilhante, na condição de apóstolo que o próprio Jesus glorificara.

Não era, ante a visão do espírito, um encarcerado e sim um triunfador.

Apesar disso, Onesíforo, a fim de vê-lo, foi constrangido a procurá-lo com muito cuidado.

Semelhante impositivo ainda é o mesmo nos dias que passam. Para encontrarmos Jesus e aqueles que o servem, faz-se mister buscá-los zelosamente.

criado por Sérgio de Souza    20:33 — Arquivado em: Mensagem

14.6.09

94 - ESCRITURA INDIVIDUAL

do livro VINHA DE LUZ
psicografado por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
pelo espírito EMMANUEL

“Mas tudo isto aconteceu para que se
cumpram as escrituras dos profetas.
Então, todos os discípulos, deixando-o,
fugiram.” - (MATEUS, 26:56.)

 

O desígnio a cumprir-se não constitui característica exclusiva para a missão de Jesus.

Cada homem tem o mapa da ordem divina em sua existência, a ser executado com a colaboração do livre-arbítrio, no grande plano da vida eterna.

Acima de tudo, nesse sentido, toda criatura pensante não ignora que será compelida a restituir o corpo de carne à terra.

Os companheiros menos educados sabem, intuitivamente, que comparecerão a exame de contas, que se lhes defrontarão paisagens novas, além do sepulcro, e que colherão, sem mais nem menos, o fruto das ações que houverem semeado no seio da coletividade terrestre.

Em geral, porém, ao homem comum esse contrato, entre o servo encarnado e o Senhor Supremo, parece extremamente impreciso, e prossegue, experiência a fora, de rebeldia em rebeldia.

Nem por isso, todavia, a escritura, principalmente nos parágrafos da morte, deixará de cumprir-se.

O momento, nesse particular, surge sempre, com múltiplos pretextos, para que as determinações divinas se realizem.

No minuto exato, familiares e amigos excursionam em diferentes mundos de idéias, através das esferas da perplexidade, do temor, da tristeza, da dúvida, da interrogação dolorosa e, apesar da presença tangível dos afeiçoados, no quadro de testemunhos que lhe dizem respeito, o homem atende, sozinho, no capitulo da morte, aos itens da escritura grafada por ele próprio, diante das Leis do Eterno Pai, com seus atos, palavras e pensamentos de cada dia.

criado por Sérgio de Souza    9:49 — Arquivado em: Mensagem

13.6.09

93 - CÃES E COISAS SANTAS

do livro VINHA DE LUZ
psicografado por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
pelo espírito EMMANUEL

“Não deis aos cães as coisas santas.”
- Jesus. (MATEUS, 7:6.)

 

Certo, o cristão sincero nunca se lembrará de transformar um cão em participe do serviço evangélico, mas, de nenhum modo, se reportava Jesus à feição literal da sentença.

O Mestre, em lançando o apelo, buscava preservar amigos e companheiros do futuro contra os perigos da imprevidência.

O Evangelho não é somente um escrínio celestial de sublimes palavras.

É também o tesouro de dádivas da Vida Eterna.

Se é reprovável o desperdício de recursos materiais, que não dizer da irresponsabilidade na aplicação das riquezas sagradas?

O aprendiz inquieto na comunicação de dons da fé às criaturas de projeção social, pode ser generoso, mas não deixa de ser imprudente.

Porque um homem esteja bem trajado ou possua larga expressão de dinheiro, porque se mostre revestido de autoridade temporária ou se destaque nas posições representativas da luta terrestre, isto não demonstra a habilitação dele para o banquete do Cristo.

Recomendou o Senhor seja o Evangelho pregado a todas as criaturas; entretanto, com semelhante advertência não espera que os seguidores se convertam em demagogos contumazes, e, sim, em mananciais ativos do bem a todos os seres, através de ações e ensinamentos, cada qual na posição que lhe é devida.

Ninguém se confie à aflição para impor os princípios evangélicos, nesse ou naquele setor da experiência que lhe diga respeito.

Muitas vezes, o que parece amor não passa de simples capricho, e, em conseqüência dessa leviandade, é que encontramos verdadeiras maltas de cães avançando em coisas santas.

criado por Sérgio de Souza    11:44 — Arquivado em: Mensagem

11.6.09

92 - OBJETIVO DA FÉ

do livro VINHA DE LUZ
psicografado por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
pelo espírito EMMANUEL

“Alcançando o fim da vossa fé, que
é a salvação das vossas almas.”
- Pedro. (I PEDRO, 1:9.)

 

“Qual a finalidade do esforço religioso em minha vida?” Esta é a interrogação que todos os crentes deveriam formular a si mesmos, freqüentemente.

O trabalho de auto-esclarecimento abriria novos caminhos à visão espiritual.

Raramente se entrega o homem aos exercícios da fé, sem espírito de comercialismo inferior. Comumente, busca-se o templo religioso com a preocupação de ganhar alguma coisa para o dia que passa.

Raciocínios elementares, contudo, conduziriam o pensamento a mais vastas ilações.

Seria a crença tão-somente recurso para facilitar certas operações mecânicas ou rudimentares da vida humana?

Os irracionais, porventura, não as realizam sem maior esforço?

Nutrir-se, repousar, dilatar a espécie, são característicos dos próprios seres embrionários.

O objetivo da fé constitui realização mais profunda. É a “salvação” a que se reporta a Boa Nova, por excelência.

E como Deus não nos criou para a perdição, salvar, segundo o Evangelho, significa elevar, purificar e sublimar, intensificando-se a iluminação do espírito para a Vida Eterna.

Não há vitória da claridade sem expulsão das sombras, nem elevação sem suor da subida.

A fé representa a bússola, a lâmpada acesa a orientar-nos os passos através dos obstáculos; localizá-la em ângulos inferiores do caminho é um engano de conseqüências desastrosas, porque, muito longe de ser uma alavanca de impulsão para baixo, é asa libertadora a conduzir para cima.

criado por Sérgio de Souza    19:52 — Arquivado em: Mensagem

6.6.09

91 - MIGALHA E MULTIDÃO

do livro VINHA DE LUZ
psicografado por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
pelo espírito EMMANUEL

“E tendo mandado que a multidão se assentasse
sobre a relva, tomou os cinco pães e os dois
peixes e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou,
e, partindo os pães, deu-os aos discípulos,
e os discípulos à multidão.” - MATEUS, 14:19.)

 

Ante o quadro da legião de famintos, qualquer homem experimentaria invencível desânimo, considerando a migalha de cinco pães e dois peixes.

Mas Jesus emprega o imenso poder da bondade e consegue alimentar a todos, sobejamente.

Observemos, contudo, que para isso toma os discípulos por intermediários.

O ensinamento do Mestre, nesse passo do Evangelho, é altamente simbólico.

Quem identifica a aluvião de males criados por nós mesmos, pelos desvios da vontade, na sucessão de nossas existências sobre a Terra, custa a crer na migalha de bem que possuímos em nós próprios.

Aqui, corrói a enfermidade, além, surge o fracasso, acolá, manifestam-se expressões múltiplas do crime.

Como atender às necessidades complexas?

Muitos aprendizes recuam ante a extensão da tarefa.

Entretanto, se o servidor fiel caminha para o Senhor, a migalha de suas luzes é imediatamente suprida pelo milagre da multiplicação, de vez que Jesus, considerando a oferta espontânea, abençoar-lhe-á o patrimônio pequenino, permitindo-lhe nutrir verdadeiras multidões de necessitados.

A massa de nossas imperfeições ainda é inaquilatável.

Em toda parte, há moléstias, deficiências, ruínas …

É imprescindível, no entanto, não duvidar de nossas possibilidades mínimas no bem.

Nossas migalhas de boa-vontade na disposição de servir santamente, quando conduzidas ao Cristo, valem mais que toda a multidão de males do mundo.

criado por Sérgio de Souza    10:58 — Arquivado em: Mensagem

5.6.09

90 - DE CORAÇÃO PURO

do livro VINHA DE LUZ
psicografado por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
pelo espírito EMMANUEL

“Amai-vos ardentemente uns aos
outros com um coração puro.”
- (I PEDRO, 1:22.)

 

Espíritos levianos, em todas as ocasiões, deram preferência às interpretações maliciosas dos textos sagrados.

O “amai-vos uns aos outros” não escapou ao sistema depreciativo.

A esfera superior, entretanto, sempre observa a ironia à conta de ignorância ou infantilidade espiritual das criaturas humanas.

A sublime exortação constitui poderosa síntese das teorias de fraternidade.

O entendimento e a aplicação do “amai-vos” é a meta luminosa das lutas na Terra.

E a quantos experimentam dificuldade para interpretar a recomendação divina temos o providencial apontamento de Pedro, quando se reporta ao coração puro.

Conhecem os homens alguns raios do amor que não passam de réstias fugidias, a luzirem através das muralhas dos interesses egoísticos, porque a maioria das aproximações de criaturas, na Crosta da Terra, inspiram-se em móveis obscuros e mesquinhos, no terreno dos prazeres fáceis ou das associações que se dirigem para o lucro imediatista.

O amor a que se refere o Evangelho é antes a divina disposição de servir com alegria, na execução da Vontade do Pai, em qualquer região onde permaneçamos.

Muita gente afirma que ama, contudo, logo que surjam circunstâncias contra os seus caprichos, passa a detestar.

Gestos que aparentavam dedicação convertem-se em atitudes do interesse inferior.

Relativamente ao assunto, porém, o apóstolo fornece a nota dominante da lição.

Amemo-nos uns aos outros, ardentemente, mas guardemos o coração elevado e puro.

criado por Sérgio de Souza    20:48 — Arquivado em: Mensagem

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