
“Grandes feitos se preparam. Que se ergam
os trabalhadores do pensamento, se querem
participar da missão oferecida por Deus a
todos os que amam a Verdade e a ela servem.”
(Leon Denis, O Grande Enigma, cap. XVI.)
Que o amor único de Deus inspire todas as almas para o bem!
Ouvimos falar da educação, como forma adequada para se conduzirem as almas que precisam aprender e estimular-se para o progresso infinito. Os que participam do processo de envolvimento das criaturas no aprendizado são portadores de um mandato divino, embora as grandes dificuldades encontradas no homem de hoje.
Mas o que vem a ser, realmente, um mestre? Quem é aquele que ensina senão alguém que deveria preparar-se primeiramente, ou seja, estudar as condições do aprendizado depois a si mesmo, para, aí, sim, exercer o sagrado mandato de explicar aos outros o que ele próprio alcançou.
Vemos, entretanto, na sociedade moderna, tão sobrecarregada de solicitações, ficar-se preocupado com a velocidade das coisas, criando-se núcleos de ensino, atabalhoados muitas vezes, com o objetivo de atender à grande sociedade em suas demandas. Observamos, por outro lado, que o homem continua necessitando de quem o ensine de forma ponderada, equilibrada, superior.
Diz-se que o ritmo frenético da sociedade pede igualmente o ritmo frenético por parte dos professores; mas a que isso conduz? Aonde chegará o homem que não aprende efetivamente as lições que lhe são oferecidas?
Pudéssemos dizer que as coisas fossem tão fáceis de se solucionar e bastaria acelerar-se a formação de um professor para se socorrerem os alunos. Entretanto, não é isso o que ocorre.
Igualmente no estudo do Evangelho de Jesus, tão grato aos trabalhos de uma cãs espírita, principalmente junto aos jovens ou aos adultos, observamos, muitas vezes que as pessoas dedicadas a essa função não se preocupam corretamente com meditação, com a análise profunda dos temas, de modo que possam transmitir, realmente, uma idéia calcada numa profunda visão do assunto, quando não numa aprofundada experiência.
Perquirir, meditar, concluir são fases de um único processo, o processo de educar. Ah! Meus irmãos, quando vemos criaturas preocupadas em falar de Evangelho como se nada estivessem sentindo, intimamente lhes dizemos: “Filho meu, antes de falar, pense, analise, sinta, medite”.
Diz-se que a Doutrina Espírita, em verdade, não precisa de divulgadores: precisa de homens transformados. Não se pode, no entanto, ignorar o papel preponderante de quem fala; não se pode ignorar o papel de quem escreve; não se pode ignorar o papel de quem aparece nos veículos de difusão modernos, para falar de uma doutrina tão importante e tão bela como é a Doutrina Espírita. O nosso apelo-convite é para que todos nós entendamos o nosso papel na divulgação. Isto é tão importante, que o fazemos em nome de Jesus, em nome da Doutrina Espírita, e deve repercutir nos corações dos que se dedicam a essa tarefa. É uma responsabilidade falar em nome de Jesus, quanto o é falar em nome da Doutrina Espírita.
Meus irmãos, longe de desanimá-los, desejo, ao contrário, estimula-los, dizendo assim:
“Orem, pensem, analisem, meditem, coloquem dentro dos seus corações aquilo de que vocês irão falar. Serão realmente educadores, quando assim o fizerem.
Homens que se dedicam à divulgação doutrinária, trabalhadores que falam aos espíritos encarnados ou desencarnados, todos têm uma responsabilidade enorme nas mãos! Sobre seus espíritos pesa a responsabilidade maior de transmitir a idéia clara, límpida, superior, que é a Doutrina Espírita.
Muitos dos que aqui estão outrora fizeram da palavra o veículo da transformação das massas. Uns falaram de Deus; outros falaram de política; outros disseram verdades incompletas; outros apenas destruíram. Todos estão comprometidos com o ensino. Todos têm um compromisso com Jesus. E com a verdade.
Que essa verdade seja hoje a que conduza os homens para sua elevação e não mais para a destruição dos valores que eles já conseguiram amealhar ou ainda para a Descrença em Deus!”
Preocupem-se com a maneira como falam; preocupem-se em transmitir uma mensagem realmente cristã; preocupem-se com o futuro da humanidade.
Outrora, quando falavam, não se importavam com o futuro dos homens: queriam apenas falar, dominar. Hoje, já não se faz mais isso! Hoje, todos trazem consigo a palavra de Jesus e o senso de responsabilidade que a Doutrina Espírita dá.
Por isso, já falamos livremente, abertamente, plenos de Jesus; porque trazemos a crença no Mestre Divino, alicerçada na Doutrina Espírita. Somos de Jesus, já que agora temos o pensamento clareado pela Doutrina Espírita!
Oh! Meus irmãos, certamente sentirão dentro de seus espíritos o reflexo da transformação; talvez um frêmito, como uma revolução interna, porque serão os velhos castelos, as velhas construções, que para nada mais servem, sendo destruídas pelas convicções de agora.
Que as antigas construções sejam eliminadas, portanto, dos corações dos que desejam dar os passos decisivos na direção do equilíbrio e da paz! Todos são chamados a servir, decididos, na direção do equilíbrio e da paz. Todos são chamados a servir, a falar, a pensar com Jesus e com a Doutrina Espírita.
Que este momento lhes seja sagrado, e que vocês sigam sempre com Deus!
Jesus Cristo nos ampare e nos inspire com o seu amor!
Antonio de Aquino
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(Do livro Inspirações do Amor único de Deus – Volume I)
Pelo espírito Antonio de Aquino
Psicofonado por Altivo Carissimi Pamphiro)