Espiritismo

A proposta desse blog é estudar a Doutrina Espírita postando material pertinente e de estímulo e incentivo ao aprendizado. Quem quizer ajudar com sugestões ou material pode enviar para:doutrinaespirita@gmail.com

27.4.07

DIVÓRCIO E LAR

Indubitavelmente o divórcio é compreensível e humano, sempre que o casal se encontre à beira da loucura ou da delinqüência.

Quando alguém se aproxima, reconhecidamente, da segregação no cárcere ou no sanatório especializado em terapias da mente, através de irreflexões com que assinala a própria insegurança, é imperioso se lhe estenda recurso adequado ao reequilíbrio.

Feita a ressalva, e atentos que devemos estar aos princípios de causa e efeito que nos orientam nas engrenagens da vida, é razoável se peça aos cônjuges o máximo esforço para que não venham a interromper os compromissos a que se confiaram no tempo. Para que se atenda a isso é justo anotar que, muitas vezes, o matrimônio, à feição de organismo vivo e atuante, adoece por desídia de uma das partes.

Dois seres, em se unindo no casamento, não estão unicamente chamados ao rendimento possível da família humana e ao progresso das boas obras a que se dediquem, mas também e principalmente - e muito principalmente - ao amparo mútuo.

Considerado o problema na formulação exata, que dizer do homem que, a pretexto de negócio e administração, lutas e questões de natureza superficial, deixasse a mulher sem o apoio afetivo em que se comprometeu com ela ao buscá-la, a fim de que lhe compartilhasse a existência?

E que pensar da mulher que, sob a desculpa de obrigações religiosas e encargos sociais, votos de amparo a causas públicas e contrariedades da parentela, recusasse o apoio sentimental que deve ao companheiro, desde que se decidiu a partilhar-lhe o caminho?.

Dois corações que se entregam um ao outro, desde que se fundem nas mesmas promessas e realizações recíprocas, passam a responder, de maneira profunda, aos impositivos de causa e efeito, dos quais não podem efetivamente escapar.

Todos sabemos que no equilíbrio emocional, entre os parceiros que se responsabilizam pela organização doméstica, depende invariavelmente a felicidade caseira.

Por isso mesmo, no diálogo a que somos habitualmente impelidos, no intercâmbio com os amigos encarnados na Terra, acerca do relacionamento de que carecemos na sustentação da tranqüilidade de uns para com os outros, divórcio e lar constituem temas que não nos será lícito esquecer.

Se te encontras nas ondas pesadas da desarmonia conjugal, evoluindo para o divórcio ou qualquer outra espécie de separação, não menosprezes buscar alguma ilha de silêncio a fim de pensar.

Considera as próprias atitudes e, através de criterioso auto-exame, indague por teu próprio comportamento na área afetiva em que te comprometeste, na garantia da paz e da segurança emotiva da companheira ou do companheiro que elegeste para a jornada humana. E talvez descubras que a causa das perturbações existentes reside em ti mesmo. Feito isso, se trazes a consciência vinculada ao dever, acabarás doando ao coração que espera por teu apoio, a fim de trabalhar e ser feliz, a quota de assistência que se lhe faz naturalmente devida em matéria de alegria e tranqüilidade, amor e compreensão. 

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Na Era do Espírito.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.

criado por Sérgio de Souza    8:09 — Arquivado em: Sem categoria

ANTE O DIVÓRCIO

Toda perturbação no lar, frustrando-lhe a viagem no tempo, tem causa específica.

Qual acontece ao comboio, quando estaca indebitamente ou descarrila, é imperioso angariar a proteção devida para que o carro doméstico prossiga adiante.

No transporte caseiro, aparentemente ancorado na estação do cotidiano (e dizemos aparentemente, porque a máquina familiar está em movimento e transformação incessantes), quase todos os acidentes se verificam pela evidência de falhas diminutas que, em se repetindo indefinidamente, estabelecem, por fim, o desastre espetacular.

Essas falhas, no entanto, nascem do comportamento dos mais interessados na sustentação do veículo ou, propriamente, do marido e da mulher, chamados pela ação da vida a regenerar o passado ou a construir o futuro pelas possibilidades da reencarnação no presente, falhas essas que se manifestam de pequeno desequilíbrio, até que se desencadeie o desequilíbrio maior. Nesse sentido, vemos cônjuges que transfiguram conforto em pletora de luxo e dinheiro, desfazendo o matrimônio em facilidades loucas, como se afoga uma planta por excesso de adubo, e observamos aqueles outros que o sufocam por abuso de sovinice; notamos os que arrasam a união conjugal em festas sociais permanentes e assinalamos os que a destroem por demasia de solidão; encontramos os campeões da teimosia que acabam com a paz em família, manejando atitudes do contra sistemático, diante de tudo e de todos, e identificamos os que a exterminam pelo silêncio culposo, à frente do mal; surpreendemos os fanáticos da limpeza, principalmente muitas de nossas irmãs, as mulheres, quando se fazem mártires de vassoura e enceradeira, dispostas a arruinar o acordo geral em razão de leve cisco nos móveis, e somos defrontados pelos que primam no vício de enlamear a casa, desprezando a higiene.

Equilíbrio e respeito mútuo são as bases do trabalho de quantos se propõem garantir a felicidade conjugal, de vez que, repitamos, o lar é semelhante ao comboio em que filhos, parentes, tutores e afeiçoados são passageiros.

Alguém perguntará como situaremos o divórcio nestas comparações.

Divorciar, a nosso ver, é deixar a locomotiva e seus anexos.

Quem responde pela iniciativa da separação decerto que larga todo esse instrumental de serviço à própria sorte e cada consciência é responsável por si.

Não ignoramos que o trem caseiro corre nos trilhos da existência terrestre, com autorização e administração das Leis Orgânicas da Providência Divina e, sendo assim, o divórcio, expressando desistência ou abandono de compromisso, é decisão lastimável, conquanto às vezes necessária, com raízes na responsabilidade do esposo ou da esposa que, a rigor, no caso, exercem as funções de chefe e maquinista.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Ditado pelo Espírito Emmanuel.

criado por Sérgio de Souza    8:06 — Arquivado em: Sem categoria

26.4.07

INDICAÇÃO DE PEDRO

"Aparte-se do mal, e faça o bem; busque a paz, e siga-a."

Pedro. (I Pedro, 3:11.)

A indicação do grande apóstolo, para que tenhamos dias felizes, parece extremamente simples pelo reduzido número de palavras, mas revela um campo imenso de obrigações.

Não é fácil apartar-se do mal, consubstanciado nos desvios inúmeros de nossa alma através de consecutivas reencarnações, e é muito difícil praticar o bem, dentro das nocivas paixões pessoais que nos empolgam a personalidade, cabendo-nos ainda reconhecer que, se nos conservarmos envolvidos na túnica pesada de nossos velhos caprichos, é impossível buscar a paz e segui-la.

Cegaram-nos males numerosos, aos quais nos inclinamos nas sendas evolutivas, e acostumados ao exclusivismo e ao atrito inútil, no desperdício de energias sagradas, ignoramos como procurar a tranqüilidade consoladora.

Esta é a situação real da maioria dos encarnados e de grande parte dos desencarnados que se acomodam aos círculos do homem, porque a morte física não soluciona problemas que condizem com o foro íntimo de cada um.

A palavra de Pedro, desse modo, vale por desafio generoso.

Nosso esforço deve convergir para a grande realização.

Dilacere-se-nos o ideal ou fira-se-nos a alma, apartemo-nos do mal e pratiquemos o bem possível, identifiquemos a verdadeira paz e sigamo-la.

E tão logo alcancemos as primeiras expressões do sublime serviço, referente à própria edificação, lembremo-nos de que não basta evitar o mal e sim nos afastarmos dele, semeando sempre o bem, e que não vale tão-somente desejar a paz, mas buscá-la e segui-la com toda a persistência de nossa fé.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Vinha de Luz. Ditado pelo Espírito Emmanuel. Lição 27. Edição Internet baseada na 14a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996.

criado por Sérgio de Souza    9:18 — Arquivado em: Sem categoria

25.4.07

VENCERÁS

Não desanimes.

Persiste mais um tanto.

Não cultives pessimismo.

Centraliza-te no bem a fazer.

Esquece as sugestões do medo destrutivo.

Segue adiante, mesmo varando a sombra dos próprios erros.

Avança ainda que seja por entre lágrimas.

Trabalha constantemente.

Edifica sempre.

Não consintas que o gelo do desencanto te entorpeça o coração.

Não te impressiones nas dificuldades.

Convence-te de que a vitória espiritual é construção para o dia-a-dia.

Não desistas da paciência.

Não creias em realizações sem esforço.

Silêncio para a injúria.

Olvido para o mal.

Perdão às ofensas.

Recorda que os agressores são doentes.

Não permitas que os irmãos desequilibrados te destruam o trabalho ou te apaguem a esperança.

Não menosprezes o dever que a consciência te impõe.

Se te enganaste em algum trecho do caminho, reajusta a própria visão e procura o rumo certo.

Não contes vantagens nem fracassos.

Não dramatizes provações ou problemas.

Conserva o hábito da oração para quem se te faz a luz na vida intima.

Resguarda-te em Deus e persevera no trabalho que Deus te confiou.

Ama sempre, fazendo pelos outros o melhor que possas realizar.

Age auxiliando.

Serve sem apego.

E assim vencerás.

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Emmanuel (mensagem psicografada pelo médium Francisco Candido Xavier - do livro "Astronautas do além" - edição GEEM)

criado por Sérgio de Souza    7:46 — Arquivado em: Sem categoria

EFETIVAMENTE

Vigiar não é desconfiar.

É acender a própria luz, ajudando os que se encontram nas sombras.

Defender não é gritar.

É prestar mais intenso serviço às causas e às pessoas.

Ajudar não é impor.

É amparar, substancialmente, sem pruridos de personalismo, para que o beneficiado cresça, se ilumine e seja feliz por si mesmo.

Ensinar não é ferir.

É orientar o próximo, amorosamente, para o reino da compreensão e da paz.

Renovar não é destruir.

É respeitar os fundamentos, restaurando as obras para o bem geral.

Esclarecer não é discutir.

É auxiliar, através do espírito de serviço e da boa-vontade, o entendimento daquele que ignora.

Amar não é desejar.

É compreender sempre, dar de si mesmo, renunciar ao próprios caprichos e sacrificar-se para que a luz divina do verdadeiro amor resplandeça.

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

André Luiz (Mensagem retirada do livro "Agenda Cristã"

Psicografia de Francisco Cândido Xavier)

criado por Sérgio de Souza    7:39 — Arquivado em: Sem categoria

NOSSOS ENTES QUERIDOS

Um ponto importante, nas relações afetivas: a nossa atitude para com os entes amados.

Habitualmente, em nossa dedicação, somos tentados a escolher caminhos que supomos devam eles trilhar.

Inclinação esta mais do que justa, porquanto muito instintivamente desejamos para os outros alegrias semelhantes às nossas.

Urge considerar, entretanto, que Deus não dá cópias.

Dos pés à cabeça e de braço a braço, cada criatura é um mundo por si, gravitando para determinadas metas evolutivas, em órbitas diferentes.

À face disso, cada pessoa possui necessidades originais e tem o passo marcado em ritmo diverso.

A vida, como sucede à escola, é igual para todos nos valores do tempo; no entanto, cada aprendiz da experiência humana, qual ocorre no educandário, estagia provisoriamente em determinado caminho de lições.

Aquele companheiro terá tomado corpo na Terra a fim de casar-se e construir a família; outro, porém, ter-se-á incorporado no plano físico para a geração de obras espirituais com imperativos de serviço muito diferentes daqueles da procriação propriamente considerada.

Essa irmã terá nascido no mundo para a formação de filhos destinados à sustentação da vida planetária; aquela outra, todavia, terá vindo ao campo dos homens a fim de servir a causas generosas em regime de celibato.

Cada coração pulsa em faixa específica de interesses afetivos.

Cada pessoa se ajusta a certa função, compreendendo assim, sempre que a nossa ternura se proponha traçar caminhos para os entes amados, saibamos consagrar-lhes, em silêncio, respeitoso carinho, e, se quisermos auxiliá-los, oremos por eles, rogando à Sabedoria Divina os inspire e ilumine, de vez que só Deus sabe no íntimo de nós todos aquilo que mais convém ao burilamento e à felicidade de cada um.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Rumo Certo.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
5a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1991.

criado por Sérgio de Souza    7:32 — Arquivado em: Sem categoria

20.4.07

EDUCANDÁRIO DE LUZ

Ninguém se reconheceria fora da paciência e do amor que Jesus nos legou, se todos freqüentássemos a universidade da beneficência, cujos institutos de orientação funcionam, quase sempre nas áreas da retaguarda.

Aí, nos recintos da penúria, as lições são administradas, ao vivo, através das aulas inumeráveis do sofrimento.

Tanto quanto possas e, mais demoradamente nos dias de aflição, quando tudo te pareça convite ao desalento, procura experiência e compreensão nessa escola bendita, alicerçada em necessidades e lágrimas.

Se contratempos te ferem nos assuntos humanos, visita os irmãos enfermos, segregados no hospital, a fim de que possas aprender a valorizar a saúde que te permite trabalhar e renovar a esperança.

Quando te atormente a fome de sucesso nos temas afetivos e a ventura do coração se te afigure tardia, toma contato com aqueles companheiros que habitam furnas abandonadas, para quem a solidão se fez o prato de cada dia.

Ante os empeços da profissão com que o mundo te honra a existência, consagra alguns minutos a escutar o relatório dos pais de família, entregues ao desespero por lhes escassearem recursos à própria subsistência.

E, se experimentas dissabores, perante os filhos que te enriquecem a a alma de esperança e carinho, à face das tribulações que lhes gravam a vida, observa aqueles outros pequeninos que caminham nas trilhas do mundo, sem tutela de pai ou mãe que os resguarde, atirados à noite da criminalidade e da ignorância.

Matricula-te no educandário da caridade e guardarás a força da paciência.

Enriquece de cultura os dotes que te enfeitam a personalidade e realiza na terra os nobres ideais afetivos que te povoam os pensamentos, no entanto, se queres que a felicidade venha morar efetivamente contigo, auxilia igualmente a construir a felicidade dos outros.

Nosso encontro com aqueles que sofrem dificuldades e provações maiores que as nossas será sempre, em qualquer lugar, o nosso mais belo e mais duradouro encontro com Deus.

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Emmanuel

Mensagem retirada do livro "Paz e Renovação"

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

criado por Sérgio de Souza    8:53 — Arquivado em: Sem categoria

19.4.07

IMPERATIVO DA PACIÊNCIA

Provável que raros amigos pensem nisto: paciência por imunização contra o suicídio.

Nas áreas da atividade humana, bastas vezes, surgem para a criatura determinados topos de provação para cuja travessia, nem sempre bastará o conhecimento superior.

É necessário que a alma se apóie no bastão invisível da paciência, a fim de não resvalar em sofrimentos maiores.

Eis porque nos permitimos endereçar reiterados apelos aos irmãos domiciliados no Plano Físico a fim de que se dediquem ao cultivo da compreensão.

Se te encontras sob o impacto de conflitos domésticos, ante aqueles que se façam campo de vibrações negativas, usa a tolerância, quanto possível, em auxílio à segurança da equipe familiar a que te vinculas.

Nas decepções, sejam quais forem, reflete no valor da ponderação em teu próprio benefício.

Diante de golpes que te sejam desfechados, esquece injúrias e agravos e pensa nas oportunidades do trabalho que se te farão apoio defensivo contra o desespero.

Sob acusações que reconhece imerecidas, olvida o mal e não alimentes o fogo da discórdia.

Quando te falte atividade profissional, continua agindo, tanto quanto puderes, nas tarefas de auxílio espontâneo aos outros, aprendendo que atividade nobre atrai atividades nobres e, com isso, para breve, te reconhecerás em novos posicionamentos de serviço, segundo as tuas necessidades.

Se o desânimo te ameaça por esse ou aquele motivo, recorda a importância de teu concurso fraterno, em apoio de alguém, e não te dês ao luxo de paradas improdutivas.

Em qualquer obstáculo a transpor no caminho, conserva a paciência por escora e guia e, de pensamento confiante na Divina Providência, seguirás adiante, afastando para longe a tentação da fuga e reconhecendo, em tempo estreito, que há sempre um futuro melhor para cada um de nós e que, em todas as tribulações da existência, vale a pena esperar pelo socorro de Deus.

X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Atenção.

Ditado pelo Espírito Emmanuel. 16a edição. Araras, SP: IDE, 1997.

criado por Sérgio de Souza    9:12 — Arquivado em: Sem categoria

18.4.07

CALMA PARA O ÊXITO

Em todos os passos da vida, a calma é convidada a estar presente.

Aqui, é uma pessoa tresvairada, que te agride…

Ali, é uma circunstância infeliz, que gera dificuldade…

Acolá, é uma ameaça de insucesso na atividade programada…

Adiante, é uma incompreensão urdindo males contra os teus esforços…

É necessário ter calma sempre.

A calma é filha dileta da confiança em Deus e na Sua justiça, a expressar-se numa conduta reta que responde por uma atitude mental harmonizada.

Quando não se age com incorreção, não há por que temer-se acontecimento infeliz.

A irritação, alma gêmea da instabilidade emocional, é responsável por danos, ainda não avaliados, na conduta moral e emocional da criatura.

A calma inspira a melhor maneira de agir, e sabe aguardar o momento próprio para atuar, propiciando os meios para a ação correta.

Não antecipa, nem retarda.

Soluciona os desafios, beneficiando aqueles que se desequilibram e sofrem.

Preserva-te em calma, aconteça o que acontecer.

Aprendendo a agir com amor e misericórdia em favor do outro, o teu próximo, ou da circunstância aziaga, possuirás a calma inspiradora da paz e do êxito.

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Divaldo P. Franco. Ditado pelo Espírito Joanna de Angelis. Alvorada.

criado por Sérgio de Souza    10:54 — Arquivado em: Sem categoria

17.4.07

TRAUMA INTERIOR

Orson Peter Carrara

O garoto tinha pavor de permanecer na sala de aula.

Todo dia era aquele drama entre os pais e os professores, funcionários e demais alunos.

A sala não tinha forro e a cada manhã eram ouvidos os gritos de pavor para entrada às aulas.

Somente com a presença da mãe ou do pai ao seu lado, o garoto concordava em permanecer, ainda que muito contrariado.

Era o início da vida escolar daquele garotinho de apenas cinco anos.

Com o tempo, já que nem o tratamento psicológico resolvia a questão, uma informação espiritual - provinda de fonte digna e respeitosa - esclareceu o assunto e auxiliou os psicólogos, pais e professores a ajudarem o assustado garoto.

Em existência imediatamente anterior, o mesmo espírito - também na época um garoto no início da vida escolar - sofreu o traumatismo de ter sua vida física encerrada numa sala de aula, quando o teto desabou sobre os alunos.

Ficou o trauma que ora se refletia com intensidade na memória, que associava a sala de aula à tragédia vivida antes.

Estes e outros casos de lembranças de existências passadas, muitas delas nítidas e passíveis de sérias pesquisas científicas, mostram claramente que somos um espírito eterno vivendo diversas experiências carnais.

E isto se manifesta não apenas através de lembranças, mas principalmente nas tendências morais, no patrimônio intelectual, nas habilidades desenvolvidas e mesmo nos afetos e desafetos espontâneos.

É que, entre outras razões, como uma única existência pode decidir a sorte futura?

Como pode alguém, que moralizado e esforçado nas boas causas durante toda vida, possa estar na mesma situação de outra que comportou-se relapso, indiferente e mesmo em prejuízo de si ou do próximo?

E os que morrem na infância, os incapazes e aqueles sem perspectivas?

Ao mesmo tempo, por que tantos extremos entre os seres humanos?

Estas são questões que só a reencarnação consegue explicar.

Admitamos, ainda que por um instante no raciocínio, que realmente vivamos diversas experiências carnais na Terra e concluiremos:

- O que não se pôde fazer numa existência, faz-se em outra;

- Ninguém escapa à lei de progresso;

- A cada um será dado conforme as suas próprias ações, segundo seu merecimento real e esforços próprios na conquista do intelecto e da moral;

- Ninguém fica excluído da conquista da felicidade, já que as oportunidades se renovam;

- Ninguém está condenado eternamente a nada, pois sempre teremos oportunidade de reparar o mal que causamos;

- Que a idéia está conforme as noções de justiça e imparcialidade de Deus para todos.

São questões que se multiplicariam ao infinito, porquanto são inúmeras as questões morais e psicológicas resolvidas pela multiplicidade das existências.

Para ampliar o assunto, sugiro ao leitor consultar O Livro dos Espíritos, especialmente na questão 222.

Se quiser conhecer a história do garoto citado no início do artigo, busque o livro Nossos Filhos são Espíritos, de Hermínio C. Miranda.

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Artigo extraído do CD Coletânea de Reflexões Espíritas -

criado por Sérgio de Souza    7:52 — Arquivado em: Sem categoria

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