Espiritismo

A proposta desse blog é estudar a Doutrina Espírita postando material pertinente e de estímulo e incentivo ao aprendizado. Quem quizer ajudar com sugestões ou material pode enviar para:doutrinaespirita@gmail.com

30.8.06

DEUS E OS ESPÍRITAS

A primeira questão proposta aos Espíritos por Kardec em O Livro dos Espíritos é justamente aquela que, pela primeira vez segundo nosso conhecimento, apresenta Deus de uma forma ainda não cogitada pelo homem: O que é Deus e não quem é Deus.

E a resposta foi e é para nós ainda de difícil compreensão: Inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.

Diante dessa pergunta e dessa resposta, percebemos, em muitos casos ainda a contragosto, que Deus não nos é apresentado sob a imagem antropomórfica, do velho senhor onipotente, possuidor de qualidades admiráveis, como a bondade e a misericórdia, mas também de defeitos deploráveis, como o ódio e o desejo de vingança e a discriminação (povo eleito, meu filho dileto etc).

Com certeza, atingindo entendimento suficiente para avaliar essa antiga imagem sob a ótica da razão e do bom-senso, já não lhe podíamos imputar o atributo da perfeição absoluta… Chegava-se então a um impasse: ou aceitávamos não ser Deus a perfeição suprema ou simplesmente deixávamos de acreditar em tudo o que nos haviam impingido até há pouco tempo.

A doutrina espírita, alicerçada justamente na razão e na lógica, à luz do bom-senso, não poderia de forma alguma endossar tal apresentação ou não seria senão mais uma seita a servir de engodo à humanidade ávida de esclarecimento e compreensão.

Foi assim que Kardec, espírito lúcido e já preparado para conduzir, edificar e codificar a terceira revelação, teve o cuidado, logo de início, de derrubar o ídolo caprichoso de longas barbas brancas para, em seu lugar, estabelecer a verdadeira identidade do criador, esse foco primeiro de inteligência maior, de onde tudo emana, tudo fluindo e evoluindo em conformidade com leis perfeitamente harmônicas, inteligentes e equilibradas, como seu próprio criador.

A partir daí, já não havia necessidade de sua interferência pessoal para premiar ou punir este ou aquele, pois suas leis se aplicam e se sucedem de acordo com a necessidade evolutiva de cada criatura, em resposta ao procedimento de cada uma. Dessa harmonia natural e inevitável depreende-se a grandeza dessa inteligência, a eqüidade de sua lei de justiça, amor e caridade.

Só que a maioria de nós ainda não estamos preparados para compreender em profundidade esse tipo de perfeição, verdadeiramente absoluta. A maioria de nós necessitamos ainda, quando nos sentimos de alguma forma fragilizados, imaginar que a mão de alguém todo poderoso e magnânimo se estende para nós, nos sustenta, ampara e protege contra exatamente as consequências de nossos próprios atos… Precisamos ainda imaginar que ele lança sobre nós seu olhar complacente e nos carrega nos braços através do vale das sombras…

E então, parece que nós espíritas, vemo-nos diante da dificuldade em nos relacionar com esse Deus sem uma forma definida, identificável mediante os nossos parâmetros e conceitos; um Deus que deixa em nossas mãos, sob nossa responsabilidade e risco, a construção do caminho através do qual atingiremos a meta obrigatória, que é a perfeição relativa a que somos destinados desde a nossa criação; um Deus que não podemos comprar com promessas e oferendas; um Deus que não distribui indulgências e perdão ao sabor da nossa vontade e da nossa covardia ou do peso do nosso bolso…

Entretanto, mais adiante, na questão 625 do mesmo Livro dos Espíritos, Kardec pergunta qual seria o modelo de perfeição moral a que o homem pode aspirar; e a resposta é simples: Jesus. Logo a seguir, os comentários de Kardec explicam com clareza e objetividade que Jesus de Nazaré é certamente o melhor modelo de perfeiçao moral a que o homem pode aspirar na Terra, não o excluindo, portanto, da humanidade, não o transformando em Deus como até então estávamos acostumados a conhecê-lo.

Contudo, para nós, ainda tão aferrados aos nossos conceitos e preconceitos, essa declaração foi o suficiente para que nos agarrássemos a Jesus – afinal até há bem pouco tempo ele era para a maioria de nós um dos elementos da Santíssima Trindade (o Pai, o Filho e o Espírito Santo)… Ali estava a muleta de que precisávamos, as mãos socorristas que procurávamos para carregar o fardo das nossas responsabilidades e compromissos…

O vinde a mim, vós que estais aflitos e sobrecarregados e eu os aliviarei (Cap.VI de O Evangelho segundo o Espiritismo), ao invés de ser comprendido sob a nova luz do bom-senso mostrando-nos que ao adotar atitudes éticas e morais semelhantes às que Jesus pregou e vivenciou nos sentiríamos mais tranquilos e aliviados, foi mais uma vez interpretado como uma possibilidade de descarregar sobre ombros alheios o peso das consequências dos nossos atos impróprios.

Sabemos, naturalmente, até mesmo como a doutrina nos esclarece, que temos amigos espirituais mais adiantados de diversos níveis evolutivos à nossa frente sempre dispostos a nos ajudar, incentivar nossos bons propósitos e nossas boas intenções; porém nenhum deles, nem mesmo nosso irmão maior Jesus, poderá fazer a nossa parte – e são nossos amigos justamente por compreenderem que, ainda que incentivados, só progrediremos efetivamente mediante nossos próprios esforços. Por isso tudo, devemos a eles o nosso carinho e o nosso respeito, porém jamais adolatria e dependência.

Mas, escorados na resposta de ser Jesus nosso modelo, e diante da necessidade de apelarmos para gurus, avatares, anjos, santos, conselheiros espirituais, mentores etc, além do fato de não mais dispormos daquele Deus profético e majestoso, o que vem acontecendo é que ainda não conseguimos nos relacionar com esse novo Deus, não sabemos falar com esse Deus, não sabemos orar a esse Deus, não conseguimos nos comunicar com esse Deus (já um outro companheiro articulista abordou esse aspecto). Assim, dirigímo-nos quase sempre, não só de forma particular mas também na maioria das casas espíritas, ao fazerem as preces de abertura e encerramento dos trabalhos, a Jesus nosso Senhor, Divino Mestre, transformando esse querido irmão mais velho e mais evoluído, mais uma vez, em um ser especial, criando entre nós, possuidores de esclarecimentos tão transparentes como os da nossa doutrina, uma espécie de jesuísmo; criando no meio espírita uma idolatria e uma bajulação com toda certeza não apenas contrárias aos preceitos espiritistas mas também nada agradáveis a esse espírito de tão alto nível (Dizei que sou bom; bom é o Pai que está nos céus…).

Precisamos, portanto, ter muito cuidado com as nossas colocações, ainda que cheias de boas intenções e de carinho, a fim de não deturparmos, com a nossa ignorância, fraqueza e comodismo, ensinamentos tão claros e conscientes como os da nossa doutrina espírita (ver questão 627 de OLE).

Doris Madeira Gandres – RJ – julho 2005

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24.8.06

A EXALTAÇÃO DA CORTESIA

À frente da multidão de sofredores e desalentados, relacionou o Mestre as bem-aventuranças, destacando, com ênfase, a declaração de que os mansos herdariam a Terra.

A afirmativa, porém, soou entre os discípulos de maneira menos agradável. Tal asserção não seria encorajamento à ociosidade mental?

Se o Evangelho reclamava espíritos valorosos na sementeira das verdades renovadoras, como acomodar a promessa com a necessidade do destemor?

Se o mal era atrevido e contundente, em todos os climas e posições, como estabelecer o triunfo inadiável do bem através da incapacidade de reagir, embora pacificamente?

Nessas interrogações imprecisas, reuniu-se a assembléia familiar no domicilio de Pedro.

Iniciados os comentários edificantes da noite, entreolhavam-se os discípulos entre a indagação e a curiosidade.

O Divino Amigo parecia perceber os motivos da expectação, em torno, mas esperava, sereno, que os seguidores se pronunciassem.

Foi então que Judas, rompendo o véu de respeito que aureolava a presença do Mestre, inquiriu, loquaz:

— Senhor, por que atribuíste aos mansos a posse final da Terra? Os corações acovardados gozarão de semelhante bênção?

Os incapazes de testemunhar a fé, nos momentos graves de luta e sacrifício, serão igualmente bem-aventurados?

Jesus não respondeu, de imediato.

Vagueou o olhar, através dos circunstantes, como a pedir-lhes a exposição de quaisquer dúvidas que lhes povoassem a alma. Pedro cobrou ânimo e perguntou:

— Sim, Mestre: se um malfeitor visitar-me a casa, não devo recordar-lhe os imperativos do acatamento recíproco?

Entregar-me-ei sem qualquer admoestação fraternal aos seus delituosos caprichos, a pretexto de guardar a mansidão a que te referiste?

O Cristo sorriu, como tantas vezes, e enunciou, calmo:

— Enganaram-se todos, naturalmente. Eu não fiz o elogio da preguiça, que se mascara de humildade, nem da covardia que se veste de cordura para melhor acomodar-se às conveniências humanas. As criaturas que se afeiçoam a semelhantes artifícios sofrerão duramente os instrumentos espirituais de que o mundo se utiliza para reajustar os caracteres tortuosos e indecisos. Exaltei, na realidade, a cortesia de que somos credores uns dos outros. Bem-aventurados os homens de trato ameno que sabem usar a energia construtiva entre o gesto de bondade e o verbo da compreensão! Bem-aventurados os filhos do equilíbrio e da gentileza que aprendem a negar o mal, sem ferir o irmão ignorante que o solicita sem saber o que pede! Abençoados os que repetem mil vezes a mesma lição, sem alarde, para que o próximo lhes aproveite a influenciação na felicidade justa de todos! Bem-aventurados aqueles que sabem tratar o rico e o pobre, o sábio e o inculto, o bom e o mau, com espírito de serviço e entendimento, dando a cada um, de conformidade com os seus méritos e necessidades e deixando os sinais de melhoria, de elevação, bem-estar e contentamento por onde cruzam! Em verdade vos digo que a eles pertencerá o domínio espiritual da Terra, porque todo aquele que acolhe os semelhantes, dentro das normas do amor e do respeito, é senhor dos corações que se aperfeiçoam no mundo!

Alívio e alegria transbordaram do ânimo geral e, de olhos fitos, agora, nas águas imensas do grande lago, o Senhor pediu a Mateus encerrasse o fraterno entendimento da noite, pronunciando uma prece.

(Francisco Cândido Xavier por Neio Lúcio. In: Jesus no Lar)

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23.8.06

ANJOS GUARDIÃES

Os anjos guardiães são embaixadores de Deus, mantendo acesa a chama da fé nos corações e auxiliando os enfraquecidos na luta terrestre.

Quais estrelas formosas, iluminam as noites das almas e atendem-lhes as necessidades com unção e devotamento inigualáveis.

Perseveram ao lado dos seus tutelados em toda circunstância, jamais se impacientando ou os abandonando, mesmo quando eles, em desequilíbrio, vociferam e atiram-se aos despenhadeiros da alucinação.

Vigilantes, utilizam-se de cada ensejo para instruir e educar, orientando com segurança na marcha de ascensão.

Envolvem os pupilos em ternura incomum, mas não anuem com seus erros, admoestando com severidade quando necessário, a fim de lhes criarem hábitos saudáveis e conduta moral correta.

São sábios e evoluídos, encontrando-se em perfeita sintonia com o pensamento divino, que buscam transmitir, de modo que as criaturas se integrem psiquicamente na harmonia geral que vige no Cosmo.

Trabalham infatigavelmente pelo Bem, no qual confiam com absoluta fidelidade, infundindo coragem àqueles que protegem, mantendo a assistência em qualquer circunstância, na glória ou no fracasso, nos momentos de elevação moral e naqueloutros de perturbação e vulgaridade.

Nunca censuram, porque a sua é a missão de edificar as almas no amor, preservando o livre-arbítrio de cada uma, levantando-as após a queda, e permanecendo leais até que alcancem a meta da sua evolução.

Os anjos guardiães são lições vivas de amor, que nunca se cansam, porquanto aplicam milênios do tempo terrestre auxiliando aqueles que lhes são confiados, sem se imporem nem lhes entorpecerem a liberdade de escolha.

Constituem a casta dos Espíritos Nobres que cooperam para o progresso da humanidade e da Terra, trabalhando com afinco para alcançar as metas que anelam. Cada criatura, no mundo, encontra-se vinculada a um anjo guardião, em quem pode e deve buscar inspiração, auscultando-o e deixando-se por ele conduzir em nome da Consciência Cósmica.

* * * * * * * * * * * * * * * * * *

Tem cuidado para que te não afastes psiquicamente do teu anjo guardião.

Ele jamais se aparta do seu protegido, mas este, por presunção ou ignorância, rompe os laços de ligação emocional e mental, debandando da rota libertadora.

Quando erres e experimentes a solidão, refaze o passo e busca-o pelo pensamento em oração, partindo de imediato para a ação edificante. Quando alcances as cumeadas do êxito, recorda-o, feliz com o teu sucesso, no entanto preservando-te do orgulho, dos perigos das facilidades terrestres.

Na enfermidade, procura ouvi-lo interiormente sugerindo-te bom ânimo e equilíbrio.

Na saúde, mantém o intercâmbio, canalizando tuas forças para as atividades enobrecedoras.

Muitas vezes sentirás a tentação de desvairar, mudando de rumo. Mantém-te atento e supera a maléfica inspiração.

O teu anjo guardião não poderá impedir que os Espíritos perturbadores se acerquem de ti, especialmente se atraídos pelos teus pensamentos e atos, em razão do teu passado, ou invejando as tuas realizações… Todavia te induzirão ao amor, a fim de que te eleves e os ajudes, afastando-os do mal em que se comprazem.

O teu anjo guardião é o teu mestre e amigo mais próximo.

Imana-te a ele.

Entre eles, os anjos guardiães e Deus, encontra-se Jesus, o Guia perfeito da humanidade.

Medita nas Suas lições e busca seguir-Lhe as diretrizes, a fim de que o teu anjo guardião te conduza ao aprisco que Jesus levará ao Pai Amoroso.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores.

Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: LEAL, 1994.

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17.8.06

SOLIDÃO

À medida que te elevas, monte acima, no desempenho do próprio dever, experimentas a solidão dos cimos e incomensurável tristeza te constringe a alma sensível…

Onde se encontram os que sorriram contigo no parque primaveril da primeira mocidade?

Onde pousam os corações que te buscavam o aconchego nas horas de fantasia?

Onde se acolhem quantos te partilhavam o pão e o sonho, nas aventuras ridentes do início?

Certo, ficaram… Ficaram no vale, voejando em círculo estreito, a maneira das borboletas douradas, que se esfacelam ao primeiro contato da menor chama de luz que se lhes descortine à frente.

Em torno de ti, a claridade, mas também o silêncio… Dentro de ti, a felicidade de saber, mas igualmente a dor de não seres compreendido…

Tua voz grita sem eco e o teu anseio se alonga em vão. Entretanto, se realmente sobes, que ouvidos te poderiam escutar a grande distância e que coração faminto de calor do vale se abalançaria a entender, de pronto, os teus ideais de altura?

Choras, indagas e sofres… Contudo, que espécie de renascimento não será doloroso? A ave, para libertar-se, destrói o berço da casca em que se formou, e a semente, para produzir, sofre a dilaceração na cova desconhecida.

A solidão com o serviço aos semelhantes gera a grandeza. A rocha que sustenta a planície costuma viver isolada e o Sol que alimenta o mundo inteiro brilha sozinho.

Não te canses de aprender a ciência da elevação. Lembra-te do Senhor, que escalou o Calvário, de cruz aos ombros feridos.

Ninguém o seguiu na morte afrontosa, à exceção de dois malfeitores, constrangidos à punição, em obediência à justiça. Recorda-te dele e segue…

Não relaciones os bens que já espalhaste. Confia no Infinito Bem que te aguarda. Não esperes pelos outros, na marcha de sacrifício e engrandecimento.

E não olvides que, pelo ministério da redenção que exerceu para todas as criaturas, o Divino Amigo dos Homens não somente viveu, lutou e sofreu sozinho, mas também foi perseguido e crucificado.

EMMANUEL

(Do livro "FONTE VIVA", 70, FCXavier, FEB)

Este texto me foi enviado por Vivian Maguinther:

http://portaldopensamento2.blig.com.br 

http://baudavivian.blig.com.br 

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15.8.06

Textos de André Luiz

E m      V e r d a d e

O santo não condena o pecador. Ampara-o sem presunção.
O sábio não satiriza o ignorante. Esclarece-o fraternalmente.
O iluminado não insulta o que anda em trevas. Aclara-lhe a senda.
O orientador não acusa o aprendiz tateante. A ovelha insegura é a que mais reclama o pastor.
O bom não persegue o mau. Ajuda-o a melhorar-se.
O forte não malsina o fraco. Auxilia-o a ergue-se.
O humilde não foge ao orgulhoso. Coopera silenciosamente, em favor dele.
O sincero a ninguém perturba. Harmoniza a todos.
O simples não critica o vaidoso. Socorre-o, sem alarde, sempre que necessário.
O cristão não odeia, nem fere. Segue ao Cristo, servindo ao mundo.
De outro modo, os títulos de virtude são meras capas exteriores que o tempo desfaz.

A l g u m a s        D e f  i n i ç õ e s 

Benfeitor - é o que ajuda e passa.
Amigo - é o que ampara em silêncio.
Companheiro - é o que colabora sem constranger.
Renovador - é o que se renova para o bem.
Forte - é o que sabe esperar no trabalho pacífico.
Esclarecido - é o que se conhece.
Corajoso - é o que nada teme de si mesmo.
Defensor - é o que coopera sem pertubar.
Eficiente - é o que age em benefício de todos.
Vencedor - é o que vence a si mesmo.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.

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9.8.06

SER FELIZ

Se sofreres não desesperes.

Olha a própria retaguarda.

Notarás por ti mesmo quem sofre muito mais.

Pensa na provação do hanseniano a sós;

Na dor da mãe que implora o agasalho de um teto;

Do cego que tateia com saudade da luz;

Enxuga o pranto alheio e vê como és feliz.

(De “Doutrina Escola”, de Francisco Cândido Xavier – Autores Diversos)

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8.8.06

VONTADE DE DEUS

Francisco Cândido Xavier

(por Emmanuel. in: Mãos Unidas, ed. IDE)

Quando nos reportamos à vontade de Deus, referimo-nos ao controle da Sabedoria Perfeita que nos rege os destinos. E, observando nossa condição de espíritos eternos, acalentados pelo Infinito Amor da Criação, ser-nos-á sempre fácil reconhecer as determinações de Deus, em todos os eventos do caminho, a nosso respeito, já que a Divina Providência preceitua para cada um de nós:

s a ú d e   e   n ã o   d o e n ç a;

t r a b a l h o   e   n ã o   ó c i o;

c u l t u r a   e   n ã o   i g n o r â n c i a;

c o n c i l i a ç ã o   e   n ã o   d i s c ó r d i a;

p a z   e   n ã o   d e s e q u i l í b r i o;

t o l e r â n c i a     e    n ã o     i n t r a n s i g ê n c i a;

a l e g r i a     e    n ã o     t r i s t e z a;

e s p e r a n ç a    e     n ã o     d e s â n i m o;

c o n f o r m i d a d e     e     n ã o     d e s e s p e r o;

p e r d ã o    e     n ã o     r e s s e n t i m e n t o;

ê x i t o     e     n ã o      f r a c a s s o;

p r u d ê n c i a     e     n ã o     t e m e r i d a d e;

 c o r a g e m     e     n ã o      f r a q u e z a;

f é    e    n ã o     m e d o    d e s t r u t i v o;

h u m i l d a d e     e     n ã o    s u  b s e r v i ê n c i a;

i n t e r c â m b i o    e    n ã o     i s o l a m e n t o;

d i s c i p l i n a    e    n ã o     d e s o r d e m;

p r o g r e s s o     e     n ã o     a t r a s o;

a m o r     e     n ã o     i n d i f e r e n ç a;

v i d a    e    n ã o    m o r t e.

Se dificuldades, sofrimentos, desacertos e atribulações nos agridem a estrada, são eles criações nossas, repercussões de nossos próprios atos de agora ou do passado, que precisamos desfazer ou vencer, a fim de nos ajustarmos à vontade de Deus, que nos deseja unicamente o Bem, a Felicidade e a Elevação no Melhor que sejamos capazes de receber dos patrimônios da vida, segundo as leis que asseguram a harmonia do Universo.

- "Pai nosso, que se faça a Tua vontade, assim na Terra como nos Céus."

criado por Sérgio de Souza    15:04 — Arquivado em: Sem categoria

3.8.06

O DOM DA CURA

Existem até hoje pessoas que confundem nosso grande mestre Jesus com Deus.

Isso se deve, também, em função dos muitos “milagres” que ele realizou.

Jesus não veio para derrogar as leis da natureza!

Tudo que ele fez era natural, apenas não tínhamos como entender a grandeza de seu espírito.

A força e autoridade moral que ele tinha (e tem) para manipular os fluidos vitais que nos cercam e a propriedade com que ele trabalhava com o magnetismo.

Bem, Ele nos disse que podíamos fazer o mesmo que ele, e até mais! Jesus jamais disse uma inverdade.

Por isso podemos fazer os mesmos milagres.

Todos nós temos o dom da cura.

Todos nós podemos atingir o grau de evolução em que se encontra Jesus.

É apenas uma questão de tempo!

Estamos destinados à felicidade e à perfeição relativa.

Esse tempo depende de nós.

Por isso vamos aprendendo através do amor, porque fatalmente, pela dor será sempre um caminho mais difícil.

Recebi de uma amiga o texto abaixo e achei muito interessante, infelizmente não conhecemos a autoria, ficando, portanto, aberto aqui o espaço para o autor.

Quanto a minha amiga Vivian, vocês podem visita-la nos endereços:

www.baudavivian.blig.com.br

www.portaldopensamento2.blig.com.br

O      D O M      D A      C U R A

Mas o que vem a ser esse dom de curar?

Será, meu Deus, um privilégio de alguns?

Será esse dom uma raridade?

Quando se fala em médium de cura, todos ficam imaginando uma pessoa especial.

Mas hoje aqui venho, meus companheiros, para dar um pequeno alerta sobre essa faculdade tão comum e tão especial ao mesmo tempo.

Quando uma mãe vê o filho chorar com alguma dor, com carinho o abraça, o afaga e com os olhos rasos d’água pede a Deus que o cure. E essa criança, de repente, pára de chorar. Houve milagre?

Não, amigos, essa mãe usou o seu dom de curar: o AMOR.

E nós assim faríamos se tivéssemos realmente esse amor incondicional e unido à fé. Faríamos o que muitos denominam milagre.

Mas nós, estudiosos do espiritismo, já sabemos que tais milagres não existem, que são apenas magnetismo, energia, fé, boa vontade e amor doado pelos médiuns e manipulados por nós.

Há o fator merecimento. Esse, Deus é que julga.

Na hora de darmos um passe não nos importa saber se aquele ser ali é merecedor ou não, façamos a nossa parte.

E será que alguém aqui seria capaz de saber quem merece ou não?

Somos todos nós, simples aprendizes, ainda engatinhando na estrada infinita do conhecimento.

O dom de cura está em mim, em você, em nós. Está nos nossos maiores e melhores sentimentos: AMOR E BOA VONTADE.

Será que o Mestre dos Mestres fez milagres?

Ele curou, espantou demônios, levantou os caídos, fez andar os paralíticos… Foram milagres? Não. Ele tinha fé e o mais puro coração. Sejam vocês, todos vocês, médiuns de cura. Usem o que existe em cada um: AMOR E BOA VONTADE!

criado por Sérgio de Souza    8:17 — Arquivado em: Sem categoria

2.8.06

AMOR

O amor é de essência divina, porque procede de Deus e vitaliza o universo, sustentando a vida em todos os seus aspectos.

Em tudo se encontra pulsante, como manifestação do Divino Psiquismo.

Em todos os reinos é de fundamental significação, especialmente no ser humano, sem o qual a existência se torna destituída de sentido psicológico e deperece desarticulando os objetivos essenciais da Vida.

Amar é desafio que todos devem enfrentar com alegria, pois que, somente ele equaciona as dificuldades existenciais, ampliando os objetivos da inteligência e dos sentimentos.

Quem ama, conduz Deus no imo, irradiando-O em forma de bênçãos que a tudo transforma e dignifica.

J o a n n a     d e     A n g e l i s    –    Divaldo Franco

criado por Sérgio de Souza    10:01 — Arquivado em: Sem categoria

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