Espiritismo

A proposta desse blog é estudar a Doutrina Espírita postando material pertinente e de estímulo e incentivo ao aprendizado. Quem quiser ajudar com sugestões ou material pode enviar para:doutrinaespirita@gmail.com

23.4.12

CONVITE DE AMIGO


Peçamos ao Divino Senhor o poder de amar sem reclamações;

de servir sem recompensa;

de compreender os outros sem exigir compreensão para nós;

de obedecer-lhe aos Sublimes Desígnios;

de vencer as próprias imperfeições;

de abençoar os que nos perseguem;

de orar pelos que nos ferem ou caluniam;

de amparar aos que nos critiquem;

de estimular o bem, onde o bem se encontre;

de praticar a fraternidade legítima

e de aproveitar todas as oportunidade que o tempo e a vida nos ofereçam

para realizarmos o aprimoramento de nosso espírito imperecível.

(Francisco Cândido Xavier  por Emmanuel. In: Agora é o Tempo)

criado por Sérgio de Souza    13:44:51 — Arquivado em: Mensagem

CURA E CARIDADE


Cada vez que nos reportamos aos serviços da cura, é justo pensar nos enfermos, que transcendem o quadro da diagnose comum.

Enxameiam, aflitos, por toda a aparte, aguardando medicação.

Há os que cambaleiam de fome, a esmolarem doses de alimentação adequada.

Há os que tremem desnudos, requisitando a internação em roupa conveniente.

Há os que caem desalentados, a esperarem pela injeção de bom animo.

Há os que arrojam nos tormentos da culpa, rogando tranqüilizantes do esquecimento.

Há os que conturbam nas trevas da obsessão a pedirem palavras de luz por drágeas de amor.

Há os que choram de saudade nos aposentos do coração, suplicando a benção do reconforto.

Há os que foram mentalmente mutilados por desenganos terríveis, a suspirarem por recursos de apoio.

E há, ainda aqueles outros que se envenenaram de egoísmo, e frieza, desespero e ignorância, exigindo a terapêutica incessante da desculpa incondicional.

Ajuda, sim, aos doentes do corpo, mas não desprezes os doentes da alma, que caminham na Terra aparentemente robustos, carregando enfermidades imanifestas que lhes consomem o pensamento e desfiguram a vida.

Todos podemos ser instrumentos do bem, uns para com os outros.

Não esperes que o companheiro se acalme prostrado ou febril para estender-lhe esperança e remédio.

Auxilia-o hoje mesmo, sem humilhar ou ferir, de vez que a verdadeira caridade, tanto quanto possível é tratamento indolor da necessidade humana.

Os emissários do Cristo curam os nossos males em divino silêncio.

Diante dos outros, procedamos nós igualmente assim.

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Ideal Espírita)

criado por Sérgio de Souza    13:40:08 — Arquivado em: Mensagem

18.4.12

O REGOZIJO DE SER BOM


Não é fácil ser bom, mas quanto se regozija nossa alma quando conseguimos vencer o egoísmo, o indiferentismo, a maldade e levar a todos os seres o que há de melhor em nós.
Ser bom é ser compreensivo. Ser compreensivo é entender as criaturas seja qual for o seu nível moral, espiritual ou social.
E ver com óculos de alcance e penetrar no âmago das pessoas e coisas, e não se prender às aparências.
Que felicidade sentimos quando, ao nos recolhermos,  para meditar ou mesmo para repousar, à noite, nossa mente nos traz as imagens da nossa atitude compreensiva, das nossas emoções equilibradas e dos pensamentos de paz que emitimos para nossos companheiros da jornada e para aqueles que já partiram e adiante caminham na espiritualidade!
Atos, pensamentos, sentimentos generosos são a riqueza e a felicidade que só sabem sentir os que conhecem a bondade na sua real manifestação.
As almas altruístas são felizes; em silêncio trabalham para ajudar a erguer os que ainda não sabem caminhar em linha reta, os que ao invés de flores colhem pedras para atirar nos transeuntes, os que não enxergam com os olhos da alma e por isto magoam os que se encontram em seu caminho.
Aquele que entende que a ignorância espiritual é responsável pelos desmandos dessas almas; que, embora apedrejado, não se deixa ferir e ainda é capaz de bondosamente curar do agressor as mãos feridas pelas próprias pedras que colheu para atirar; aquele pode experimentar a maior de todas as venturas, a maior de todas as bênçãos, o mais alto valor que a alma pode possuir: - o regozijo de ser bom!


(De “Vem!…”, de Cenyra Pinto)

criado por Sérgio de Souza    11:29:24 — Arquivado em: Mensagem

PRUDÊNCIA


Recorre à prudência sempre que a dificuldade te aponte os tormentosos roteiros.
Dificuldade não é apenas obstáculo à frente, impedindo o avanço.
Há muito problema difícil que se manifesta como ambição portadora de loucura, ou desejo de triunfo intermediário do desregramento.
Encontrarás homens em problemas, movimentando largas disponibilidades bancárias, como aqueles em tormento voluntário, por escassearem os recursos para a subsistência.

A prudência te dirá que todos os que retêm, sucumbem dominados pelos valores parados e mortos,  a que se escravizaram infelizes e te lembrarás que muitos crimes são filhos da agressão desalmada e da insânia mental, porque supunham estar no dinheiro a solução dos problemas.

Resguarda-te, pois, na verdadeira posição de quem deseja acertar nas decisões.
Não amado, ama pelo prazer de amar.
Impossibilitado de atender aos anseios íntimos, contenta-te como estás.
Não te chegando auxílio dos outros, auxilia como possas.
Aproveita todas as lições com que a vida honra as tuas horas.

Atirar-se à primeira ideia, seguindo-a inquietado, seria como colocar espinhos na própria senda, por onde passarás.
Resolver o problema ao impacto da emoção desvairada, é comparável a derramar ácido de efeito demorado sobre a ferida aberta em chaga.

Aconselha-te com prudência, antes que teu passo te leve à delinquência.

Amanhã devolverás à vida os empréstimos com que a vida te brindou, em forma de recursos passageiros ou provações retificadoras em nome do Nosso Pai, porquanto os únicos valores contábeis, após a morte, a seguirem conosco, são as ações que nos identificarão no grande amanhecer, após o demorado sono.

(Divaldo P. Franco por Joanna de Ângelis. In: Messe de Amor)

criado por Sérgio de Souza    11:25:56 — Arquivado em: Mensagem

5.4.12

NUNCA É DEMAIS


“Sede, na oração, perseverantes.” (Paulo – Romanos – 12:12)


Diretamente convidado a uma decisão, no tumulto dos conflitos complexos, busque a inspiração superior através da prece.
Um momento de prece dirime problemas largamente cultivados.
*
Instado por dificuldade à rebeldia e ao desequilíbrio, faça uma pausa para a prece.
A prece não apenas aponta rumos quanto tranquiliza interiormente.
Açodado pelas paixões inferiores e vencido na psicosfera negativa do ambiente em que vive, erga-se à prece edificante.
A prece não somente sustenta o bom ânimo como também luariza os sentimentos.
Tombado por falta de apoio e aturdido nos melhores propósitos acalentados, tente o convívio da prece antes de desertar.
A prece não é só uma ponte que o leva a Deus, porém uma alavanca a impeli-lo para sair do desânimo que o prostra.
*
Atordoado por informações infelizes e vitupérios; apedrejado por incompreensões indevidas, mergulhe a mente na prece antes do revide.
A prece não constitui um paliativo exclusivo, sendo, também, inexaurível e abençoada fonte de renovação e entusiasmo.
*
Examinando o problema imenso que se avulta, aquietado pelas complexas engrenagens das decisões, estugue o passo, faça uma prece.
A prece tem o poder de clarificar os horizontes e içar o homem do abismo às cumeadas libertadoras.
Concluída a tarefa em que recolheu bênçãos e júbilos, não se esqueça da prece.
A prece não lhe constitua um instrumento de rogativa e solicitação incessantes, tornando-se, também, um telefônio para expressar o reconhecimento e a gratidão com que você exporá os sentimentos renovados ao Pai Celestial.
*
Não se trata de beatice, nem tampouco de pieguismo emocional.
Se lhe é justo permitir-se o pessimismo e o desaire, conservando a negação e o dissabor, a prece contituir-lhe-á  bastão de apoio, medicamento reconfortante, pão nutriente porquanto cada um sintoniza com aquilo em que pensa e vibra.
Orando, você, naturalmente, haurirá nas fontes inesgotáveis da Divina Providência as energias necessárias para o êxito dos seus cometimentos.
Não se deixe vencer pelos que o abordam com ceticismo e preferem a manifestação cínica diante do seu estado de prece e de confiança.
Uma prece a mais nunca é demais.

(Divaldo P. Franco por Marco Prisco. In: Momentos de Decisão)

criado por Sérgio de Souza    11:00:16 — Arquivado em: Mensagem

ESE – Cap. IX – Item 7


A paciência é força poderosa que nos leva à meditação, estendendo o amor de Deus a todos os seus filhos; ela ajuda no comportamento diante da dor e das provações, por saber que o aprendizado será mais vantajoso. Quem sofre com paciência se liberta mais depressa da própria dor; quando a lição é aprendida, ela passa a ser sabedoria.
Meu irmão, tenha calma em todas as dificuldades, mas não deixe que a resignação se transforme em desleixo. O esforço próprio é dever da criatura em todos os sentidos. Todas as mensagens cristãs incentivam a todos para a conformidade, mas todas elas também nos mostram que devemos perseverar constantemente no bem. Deus estabeleceu leis para favorecer os indisciplinados, porém espera de nós a nossa parte, para o verdadeiro equilíbrio.
Tente em todos os passos alimentar a coragem, a fé, aquela disposição de vencedor, que as dificuldades irão diminuindo, e a esperança irá se apoderando de você. O maior vencedor é aquele que vence a si mesmo, com plena confiança em Deus, ajustando seus pensamentos em Cristo, para que não lhe falte a Sua companhia nas estradas tortuosas da vida.
Tenhamos paciência sobremodo ativa, que não ignora o dever, e que sabe se portar diante das necessidades; comecemos conhecendo a verdade, que o seu trabalho é libertar os corações das peias do engano e a consciência da tristeza.
A paciência bem estruturada é aquela que se transforma em caridade e que começa em nós. Dar o pão a quem tem fome e vestir os nus é a mais fácil benevolência; a mais difícil é o perdão, que esquece as ofensas, fazendo do ofensor um amigo, aquele companheiro que passa a ter prazer em andar conosco.
A caridade legítima é igualmente a renúncia em favor dos que nos odeiam, mostrando amor por todos os que sofrem…
Caridade também manchetada de luz é o trabalho honesto, porque é exemplo cristão em favor dos que nos observam em caminho.
E ainda mais, a benevolência é que sofre com paciência e padece com alegria cristã, agradecendo a Deus pela oportunidade de encontrar a lição, no padecimento. A firmeza no bem são máximas de luz que encorajam os companheiros que viajam conosco na ascensão espiritual.
Avancemos com Jesus, pedindo a Ele que nos ajude a compreender mais Seus ensinamentos e que cada reencarnação alivie com efeito nossa consciência do fardo pesado de eras pretéritas. Ele, Jesus, veio ao mundo para nos mostrar como se deve viver a paciência e, ainda mais, continua junto de nós para que se faça a vontade de que nenhuma de Suas ovelhas se perca, pois, na verdade, todas elas estão sendo amparadas pelo Seu amor.
Se você foi chamado para viver perto de alguém que o maltrata, ferindo sua sensibilidade, procure esforçar-se com a paciência, tolerando, mas servindo com a tolerância, fazendo caridade em servir com a vida.
Os benfeitores espirituais reconhecem, principalmente para os encarnados, que não é fácil o que escrevemos vir a ser transformado em vida; no entanto, não se pode esquecer de se esforçar todos os dias na melhora dos comportamentos, agradecendo a Deus e a Jesus por ter enviado o Consolador prometido, o Espírito da Verdade, abrindo portas para novos entendimentos das coisas espirituais, sobretudo do conhecimento da verdade mais acentuada, na limpeza da consciência e no alívio do coração.
Peçamos aos Céus que nos ajudem, pela paciência, no avanço para a Luz.

(De “Máximas de Luz”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Miramez)

criado por Sérgio de Souza    10:41:47 — Arquivado em: Mensagem

3.4.12

Quanto Mais


Abençoai sempre as vossas dificuldades e não as lastimeis, considerando que Deus nos concede sempre o melhor e o melhor tendes obtido constantemente com a possibilidade de serdes mais úteis.
*
Quanto mais auxiliardes aos outros, mais amplo auxílio recebereis da Vida Mais Alta.
*
Quanto mais tolerardes os contratempos do mundo, mais amparados sereis nas emergências da vida, em que permaneceis buscando paz e progresso, elevação e luz.
*
Quanto mais liberdade concederdes aos vossos entes amados, permitindo que eles vivam a existência que escolheram, mais livres estareis para obedecer a Jesus, construindo a vossa própria felicidade.
*
Quanto mais compreenderdes os que vos partilham os caminhos humanos, mais respeitados vos encontrareis de vez que, quanto mais doardes do que sois em benefício alheio, mais ampla cobertura de amparo do Senhor assegurará a tranqüilidade em vossos passos.
*
Continuemos buscando Jesus em todos os irmãos da Terra, mas especialmente naqueles que sofrem problemas e dificuldades maiores que os nossos obstáculos, socorrendo e servindo e sempre mais felizes nos encontraremos sob as bênçãos dele, nosso Mestre e Senhor.

(Francisco Cândido Xavier por Bezerra de Menezes. In: Caridade)

criado por Sérgio de Souza    10:38:08 — Arquivado em: Mensagem

Lesões Afetivas

Um tipo de conselho raramente lembrado: o respeito que devemos uns aos outros na vida particular.

Caro é o preço que pagamos pelas lesões afetivas que provocamos nos outros.

Nas ocorrências da Terra de hoje, quando se escreve e se fala tanto, em torno de amor livre e de sexo liberado, muitos poucos são os companheiros encarnados que meditam nas consequências amargas dos votos não cumpridos.

Se habitas um corpo masculino, conforme as tarefas que te foram assinaladas, se encontraste essa ou aquela irmã que se te afinou com o modo de ser, não lhe desarticules os sentimentos, a pretexto de amá-la, se não estás em condição de cumprir a própria palavra, no que tange a promessas de amor. E se moras presentemente num corpo feminino, para o desempenho de atividades determinadas, se surpreendeste esse ou aquele irmão que se harmonizou com as tuas preferências, não lhe perturbes a sensibilidade sob a desculpa de desejar-lhe a proteção, caso não estejas na posição de quem desfruta a possibilidade de honorificar os próprios compromissos.

Não comeces um romance de carinho a dois, quando não possas e nem queiras manter-lhe a continuidade.

O amor, sem dúvida, é lei da vida, mas não nos será lícito esquecer os suicídios e homocídios, os abortos e crimes na sombra, as retaliações e as injúrias que dilapidam ou arrasam a existência das vítimas, espoliadas do afeto que Ihes nutria as forças, cujas lágrimas e aflições clamam, perante a Divina Justiça, porque ninguém no mundo pode medir a resistência de um coração quando abandonado por outro e nem sabe a qualidade das reações que virão daqueles que enlouquecem, na dor da afeição incompreendida, quando isso acontece por nossa causa.

Certamente que muitos desses delitos não estão catalogados nos estatutos da sociedade humana; entretanto, não passam despercebidos nas Leis de Deus que nos exigem, quando na condição de responsáveis, o resgate justo.

Tangendo este assunto, lembramo-nos automaticamente de Jesus, perante a multidão e a mulher sofredora, quanto afirmou, peremptório: “aquele que estiver isento de culpa, atire a primeira pedra”.

Todos nós, os espíritos vinculados à evolução da Terra, estamos altamente compromissados em matéria de amor e sexo, e, em matéria de amor e sexo irresponsáveis, não podemos estranhar os estudos respeitáveis nesse sentido, porque, um dia, todos seremos chamados a examinar semelhantes realidades, especialmente as que se relacionem conosco, que podem efetivamente ser muito amargas, mas que devem ser ditas.

(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Momentos de Ouro)

criado por Sérgio de Souza    10:32:17 — Arquivado em: Mensagem

29.3.12

ORAR


Pedi e obtereis - ensinou o Mestre Divino.


Semelhante lição, todavia, abrange todos os setores da vida, tanto no que se refira ao bem, quanto ao mal.
Qualquer propósito é oração.
A prece nasce das fontes da alma, na feição de simples desejo, que emerge do sentimento para o cérebro, transformando-se em pensamento que é a força de atração.
Nesse sentido, todo anseio recebe resposta.
Há orações que são atendidas, de imediato enquanto que outras, à maneira de sementes raras, reclamam largo tempo para a germinação, florescimento e frutificação.
Necessário, portanto, vigiar sobre o manancial de nossas aspirações.
As rogativas do bem se elevam às Esferas Superiores, ao passo que os anelos do mal descem às zonas de purgação, das trevas indefiníveis.
Anjos existem, habilitados a satisfazer aos bons, da mesma forma que entidades da sombra se acham a postos, a fim de colaborarem com os maus.
Forneçamos os temas elogiáveis ou infelizes de nossas cogitações mais íntimas e os executores invisíveis se manifestarão ativos, contribuindo na realização de nossos projetos, de conformidade com a natureza de nossas intenções.
Reconhecendo que ainda não sabemos pedir, de vez que, na maioria das vezes, ignoramos a essência de nossas próprias necessidades, imitemos o Divino amigo, na oração dominical, quando nos ensina a endereças as nossas súplicas ao Pai Todo-Misericordioso, na base da confiança perfeita: - “Faça-se a Tua Vontade justa e soberana, na Terra e em toda parte”.
O ensinamento do Cristo guarda absoluta atualidade, nas menores características do nosso tempo, entendendo-se que desejar é função de todos, enquanto que orar com proveito é serviço que raros corações sabem fazer.


(Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Taça de Luz)

criado por Sérgio de Souza    11:18:49 — Arquivado em: Mensagem

A FÉ INDISPENSÁVEL


A fé é um alimento espiritual de que ninguém pode prescindir.
Encontra-se insculpida nos recessos do espírito, e mesmo quando solapada pelos interesses mesquinhos ou esmagada pelas circunstâncias inditosas, prossegue e revela-se com mil faces, em variadas expressões.
Apresenta-se espontânea, natural, graças aos impositivos da própria vida.
Inconscientemente se manifesta na tácita aceitação dos múltiplos fatores que organizam a existência humana, tanto quanto surge nas atividades, sem que o homem lhe perceba a injunção, sem a qual, suspeitoso e inconformado, se estiolaria, padecendo dominadores e injustificados receios.
A fé humana está presente em todos cometimentos da própria conjuntura física.
A fé divina, no entanto, em considerando as frágeis expressões em que as organizações religiosas a têm apresentado, surge e esmaece no espírito, conforme as disposições que o dominam no dia-a-dia da romagem carnal na busca do destino, da vida imperecível.
* * *


A fé religiosa somente sobrevive se calcada na razão e na envergadura superior dos fatos que lhe servem de base.
Conquista intelectual se robustece, mediante exercício e análise, estudo e observação, com que se fixa, produzindo os milagres da transformação íntima da criatura que se encoraja à abnegação e mesmo ao sacrifício, ao holocausto. É elemento vitalizador dos ideais de enobrecimento e sustentáculo da caridade.
* * *


Transitam em muitas direções aqueles que iniciam as abençoadas experiências evolutivas e, destituídos da experiência da fé, se apresentam céticos e frios.
Não tiveram tempo de vivê-la ou de comprová-la.
Outrossim, alguns que se aninharam em muitas escolas religiosas do passado, formando nelas os conceitos espirituais, ao defrontarem a realidade do além-túmulo, decepcionaram-se por não encontrar as glórias de mentira que anelavam, tornando-se, lamentavelmente, descrentes desde então.
Conquista que requer zelo e esforço, a fé, além de ser virtude preciosa, também se reveste do valor racional, sem o que não suporta as vicissitudes, nem os sofrimentos.
* * *


Disse Jesus a Jairo, o chefe da Sinagoga que lhe rogava socorro para a filha considerada morta: “Não temas, crê somente”, e chegando à casa da enferma despertou-a para a saúde e a vida.
Busca Jesus nos momentos difíceis quando bruxuleiem os fulgores da tua fé e reveste-te da necessária humildade, a fim de submeter-te aos impositivos da evolução embora o tributo de aflição e lágrima que seja necessário oferecer.
Não duvides, porém, do auxílio divino, em todos os dias da tua vida.
A fé é uma necessidade imprescindível para a felicidade, fator essencial para as conquistas íntimas nos rumos da evolução.


(Divaldo Pereira Franco por Joanna de Ângelis. In: Rumos Libertadores)

criado por Sérgio de Souza    11:16:02 — Arquivado em: Mensagem

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